sexta-feira, 27 de abril de 2012

Com show repleto de efeitos especiais e público adulto, Luan Santana lança novo DVD

Luan Santana se apresenta no Villa Country, em São Paulo (26/4/12)


Em nova fase da carreira, Luan Santana inovou nesta quinta-feira (26) em seu show de lançamento do DVD, “Quando Chega a Noite”, no Villa Country, em São Paulo. O cantor teve um público mais adulto, formado por maiores de 18 anos, e levou ao palco um cenário com efeitos especiais de “gente grande”, com direito até a chamas de fogo.

Mesmo com a promessa de fazer uma apresentação diferente, Luan abriu o show com a música “Você Não Sabe o Que É Amor” e papéis coloridos caíram sobre o público. A canção faz parte de seu CD anterior, “Luan Santana Ao Vivo no Rio”. Somente após o hit “Sinais”, o sertanejo falou com o público e prometeu lançar de fato o novo trabalho.

Cantando a música “Você de Mim Não Sai”, Luan Santana mostrou a mudança em seu estilo dando um ar romântico ao show. Casais embalados pela canção, trocaram beijos no momento mais intimista da apresentação.
Sem esquecer de hits antigos como “Digitais” e “Um Beijo”, o cantor pediu espaço ao público para agradecer a presença de sua família, que foi assistir de perto o lançamento do DVD. Segundo ele, é um momento raro.
Substituindo a performance que fazia na música “Chocolate” do DVD anterior, Luan chamou uma menina da plateia e cantou a música “Nega”. Com direito a puxões nos cabelos e um ar mais sexy, o sertanejo declamou os versos da canção ao pé do ouvido de sua fã. O que chamou a atenção é que o cantor pareceu estar mais solto e à vontade ao fazer as brincadeiras durante o show.

Com a casa cheia de um fãs, que sabiam de cabeça suas novas músicas, Luan Santana mostrou que não é só um galã da criançada ao cantar “Coladinho”, “Meteoro da Paixão” e “24 horas”.  Relembrando a “mágica” que fez em sua apresentação no DVD gravado no Rio de Janeiro, Luan voou sobre o palco do Villa Country com a música “Voar”.

Mais de uma vez o lado romântico do cantor veio à tona na nova apresentação. Luan investiu em “Someone Like You”, da cantora Adele, e no novo hit “Te Vivo”. Na sequência, os efeitos especiais sobressaíram novamente com chamas de fogo que brotaram do palco antes de cantar a conhecida “Química do Amor”.

Além de Adele, Luan Santana apostou em outras músicas que estão nas paradas de sucesso: “Eu quero Tchu, Eu quero Tcha”, de João Lucas e Marcelo, e “Mãos para o Alto Novinha”, do Bonde do Tigrão. Ele cantou também com a dupla Alex e Conrado e não deixou de fazer a alegria dos fãs com “Incondicional” e “Adrenalina”.

Luan Santana empolga fãs em reduto sertanejo de São Paulo

Luan Santana fez show que marcou o lançamento do álbum 'Quando Chega a Noite' em São Paulo. Foto: Celso Akin/AgNews
Luan Santana fez show que marcou o lançamento do álbum 'Quando Chega a Noite' em São Paulo

Luan Santana se apresentou na noite dessa quinta-feira (26) no Villa Country, reduto sertanejo de São Paulo. O cantor empolgou os fãs com um repertório cheio de sucessos.
O show marcou o lançamento do álbum Quando Chega a Noite. Com uma grande estrutura de ferro montada no palco, Luan levantou a plateia com músicas como Você Não Sabe o Que É Amor, Meteoro, Amar Não é Pecado, As Lembranças Vão Na Mala e Adrenalina.
Nesta semana, o sertanejo confirmou presença na gravação do DVD do cantor Péricles, ex-Exaltasamba, que acontece nos dias 4 e 5 de maio, no Credicard Hall, em São Paulo. Na noite de estreia, os dois dividirão o palco na música Cuidado Cupido.

Luan Santana participará da gravação de DVD de Péricles


 
 
O cantor irá participar da gravação do DVD do ex-Exaltasamba no dia 4 de maio. Foto: Anderson Borde e Felipe Assumpção /AgNews

Luan Santana participará da gravação do DVD do cantor Péricles, que acontece nos dias 4 e 5 de maio, no Credicard Hall, em São Paulo. Na noite de estreia, os dois dividirão o palco na música Cuidado Cupido.
É o primeiro DVD solo do ex-Exaltasamba, que também contará com a participação do filho do cantor, Lucas Morato. O repertório, que mescla regravações e canções inéditas, vai homenagear a obra de dois renomados compositores do samba, Carica e Prateado.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ainda mais romântico

Luan Santana lança Quando Chega a Noite, seu novo álbum, com hits mais maduros, revelando uma nova fase do cantor, que anda ainda mais apaixonado










O meteoro da paixão Luan Santana estourou em janeiro de 2009, mas, pelo visto, não foi só mais uma explosão. O menino cresceu e, em pouco tempo de carreira, vem se firmando com uma nova cara, dessa vez, com um trabalho mais sólido. Ele deixou de lado o jeito teen que preenchia suas músicas e agora traz uma fase mais madura. O lançamento do CD Quando Chega a Noite, a venda em todo o Brasil pela Som Livre, acontece hoje em São Paulo, na Villa Country. 

A prova dessa maturidade é que, no seu novo álbum, Luan Santana fez questão de estar mais presente, assinando sete, das 17 músicas que compõem CD. “Eu acho que o público sentia falta da minha cara nos meus projetos. As pessoas têm se identificado bastante com as músicas, especialmente por serem minhas letras”, revela.

Luan, que aos três anos começou a cantar e surpreendeu amigos e familiares com seus acordes afinados, aproveitou a turnê Luan Santana - ao Vivo no Rio para aos poucos gravar seu novo CD. O disco nem foi lançado, mas parece já ter caído de vez no gosto dos fãs. “Em cada cidade, fiz um pouco do disco’’, conta Luan. O hit Incondicional é a primeira música de trabalho, que vem ganhando lugar cativo entre as mais pedidas nas rádios.

Com apenas 21 anos, o cantor acredita estar fazendo história na música brasileira, consolidando um outro jeito de ser sertanejo, que ganhou adeptos como Michel Teló e Gusttavo Lima. “Eu me considero muito responsável pelo rumo que os sertanejos tomaram na forma de se vestir, de se comportar e de atingir as pessoas”, disse.

Mesmo trabalhando duro, Luan não se arrepende, nem acha que tem perdido a juventude por causa da rotina puxada. Hoje, encara a vida adulta com a responsabilidade de sempre. “A fase que eu tinha para curtir a adolescência, passei trabalhando. Eu não me arrependo. É o que eu sempre sonhei. Não voltaria no tempo por nada, pois o que me rodeia é muito mágico”, afirma.
 

Sucesso
O sucesso é tanto que Você de Mim Não Sai, outra canção do novo CD, entrou na trilha sonora da novela Avenida Brasil, da Rede Globo.

“Esse disco é muito mais maduro e tem letras mais profundas. Eu estou falando de amor de um jeito mais profundo do que antes. Tem muita coisa boa’’, garante Luan, que, mesmo amadurecido, faz questão de ressaltar que continua romântico.Quando ficou conhecido nacionalmente, o sucesso de Meteoro foi grande. Poucas semanas depois de ter sido lançado, o vídeo atingiu a marca de 10 milhões de acessos no Youtube.

O novo disco também promete trazer mais sucessos. “A música sertaneja tem fases. Talvez, se eu tivesse lançado Meteoro agora, ela não teria tido toda aquela explosão. No disco, há músicas no estilo dela, como Único e Te Vivo, que acho bem fortes”, revela. 


Saiba mais
No início do ano que vem, Luan Santana lançará um filme contando sua história desde a infância, ainda em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O longa será dirigido por Marcos Baldini, mesmo diretor de Bruna Surfistinha.
 

Serviço
 Lançamento do CD Quando Chega a Noite
Quando: Hoje, 26, às 20h.
Onde: Villa Country (Av. Francisco Matarazzo, 774, Água Branca, São Paulo)
Quanto: R$ 70.
Classificação: 18 anos

CD Quando Chega a Noite - Som Livre: R$ 19,90
Outras info.:  (11) 3868 5858 begin_of_the_skype_highlighting            (11) 3868 5858      end_of_the_skype_highlighting      .




Luan Santana "Crucifiquei minha adolescência"


O ídolo sertanejo diz que não se arrepende de ter aberto mão da vida pessoal pelo sucesso e, aos 21 anos, tem seu próprio jatinho e compra tudo o que quer
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NO AR 
Ele viaja de jatinho particular:
"Ninguém impõe um limite para eu gastar", diz
Luan Santana se define como cantor sertanejo. Mas não usa bota nem chapelão. Tem mimo pelo cabelo, cuidadosamente arrepiado. Gosta de rock’n’roll – e os números que giram em torno dele seriam mesmo dignos de um rock star. Desde 2009, quando lançou o primeiro álbum e alcançou o sucesso puxado pela grudenta canção “Meteoro”, o músico vendeu 1,8 milhão de cópias. Atualmente, roda o País de jatinho particular, sobe ao palco pelo menos 20 vezes por mês, cobra até R$ 500 mil por apresentação e doou cerca de R$ 2 milhões para 24 instituições de caridade. Não é tudo. Luan é patrocinado por quatro empresas e possui 50 produtos licenciados em seu nome, de caderno escolar a jeans. Aos 21 anos, o sul-mato-grossense filho de um bancário e uma dona de casa acaba de lançar o quinto trabalho, “Quando Chega a Noite”. Na entrevista a seguir, o jovem cantor milionário passeia pela sua curta, intensa e vitoriosa trajetória.
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"O que aconteceu com o Michel Teló é raro. 'Ai Se Eu Te Pego'
é a 'Macarena' dos dias atuais. Conquistou todo mundo"
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"Eu me considero responsável pela mudança de estilo
do sertanejo. Via bandas como o Creed e pensava:
Por que não posso usar calça colada com tênis?"

ISTOÉ -
Você é um sertanejo que não usa chapéu. Por quê?
 
LUAN SANTANA -
Para mim, sertanejo tinha de cantar usando bota, calça colada, cintão de fivela e camisa de botão. Só que nunca usei chapéu. Sempre curti ajeitar o cabelo. Sou vaidoso dentro do limite. Gosto bastante de ajeitar o cabelo, tenho uma personal stylist que me veste, várias marcas que me mandam roupas, o que eu acho bem legal. Mas não sou aquela coisa metrossexual. Tenho de estar bem nas fotos por respeito aos fãs. 
 
ISTOÉ -
Como era no começo? 
LUAN SANTANA -
No começo, minha mãe ia às lojas comprar roupas para mim. E eu usava botas emprestadas de amigos, porque um par delas custava R$ 2 mil, R$ 5 mil. Mas nunca levei jeito para usar bota, eu usava porque cantava sertanejo. Como elas eram dois, três números maiores que o meu pé, eu pisava meio estranho e um dia eu caí no palco. Aí, parei de usar bota e passei a usar tênis, que se f.! Desde então, me apresento assim. 
 
ISTOÉ -
O que gostaria de fazer e não faz por causa da fama?
 
LUAN SANTANA -
Andar na calçada normalmente, atravessar uma rua no meio dos carros, essas coisas. Ir ao mercado, à padaria também. Mas não dá, porque atrapalha o funcionamento do lugar, né?
 
ISTOÉ -
Vai a banco?
 
LUAN SANTANA -
Não. Tenho quem faça isso para mim. Mas consigo ir ao cinema. Espero o filme começar e depois, no escuro, eu entro. Preciso sempre de uns esqueminhas para fazer as coisas. 
ISTOÉ -
Isso não o incomoda?
 
LUAN SANTANA -
Foi o que eu escolhi para a minha vida. Sabia desde o começo que seria assim. Crucifiquei minha adolescência, mas tudo bem. Sempre tive na cabeça o que eu queria. Também não penso se meus amigos curtem a juventude mais do que eu. Coloquei na cabeça que queria essa vida, consegui alcançar isso e agora dou valor ao que conquistei. Não quero voltar no tempo, ter uma vida normal. Abri mão, sim, da minha vida pessoal, mas não foi à toa. Muita coisa me faz feliz hoje. Sou mais feliz do que muita gente que viveu o que eu não vivi. 
 
ISTOÉ -
Quem administra o seu dinheiro?
 
LUAN SANTANA -
Antigamente, o pouco do dinheiro que eu ganhava era o meu pai quem administrava. Hoje, tem um escritório que o administra. Eu não tenho talão de cheque, mas uso cartão de crédito. Ninguém impõe um limite para eu gastar. Tudo o que quero eu compro. Mas não sou de fazer loucuras com dinheiro, não. Com o dinheiro que ganhei, comprei a casa (de 500 m2, avaliada em R$ 2 milhões) onde moro com os meus pais, em Londrina; uma chácara, onde gosto de andar de jet ski e pescar; e um carro para mim. 
 
ISTOÉ -
O que fez quando ganhou dinheiro pela primeira vez?
 
LUAN SANTANA -
Quando ganhei meu primeiro dinheiro cantando, comprei um tênis – eu sempre via os meus amigos com tênis de marca. Aos 12 anos, em um churrasco beneficente de uma igreja, duas duplas cantavam no palco e eu subi para cantar uma música do Edson e Hudson. Era a única que minha irmã e minha prima sabiam me acompanhar fazendo coreografia. A galera achou bacana um garoto cantando afinadinho. Cantei umas dez músicas. Quando terminei, o cara que fazia o churrasco me deu R$ 100. 
ISTOÉ -
Era fã de cantores sertanejos?
 
LUAN SANTANA -
Nunca fui de ficar na porta de hotel esperando os músicos. Sempre achei fascinante o mundo dos artistas, chegar numa cidade e a galera ovacionando. “Nossa, deve ser mágico, um dia quero essa galera toda me querendo”, eu pensava. Eu era fã de Zezé di Camargo e Luciano, fui a um show deles aos 4 anos, no ombro da minha mãe, e a outro, no fim do ano passado.  
ISTOÉ -
Ainda há preconceito contra os sertanejos? 
LUAN SANTANA -
Não vejo mais preconceito. Hoje, a turma está tomando cerveja no posto e ouvindo sertanejo com a porta do carro aberta. O sertanejo hoje se aproxima do pop, é influenciado pelo pop, ouve muito rock, pop, o que acaba tendo reflexo nas músicas. Até o jeito de tocar violão é diferente agora. Os solos grudam mais na cabeça, ficam mais na memória, são pegajosos. Eu ouço Creed, Nickelback e country americano. Via as bandas de rock tocando e pensava: “Por que eu não posso me vestir de xadrez, arrepiar o cabelo e usar calça colada com tênis?” Eu me considero muito responsável pela mudança no estilo de vestir do sertanejo. 
 
ISTOÉ -
Você diz preferir centrar a carreira no Brasil. O Michel Teló, por sua vez, estourou lá fora com “Ai Se Eu Te Pego”. Como enxerga isso?
 
LUAN SANTANA -
O Michel é meu parceiro. No meu primeiro DVD, o chamei para cantar comigo. Já fizemos churrasco juntos. O que aconteceu com o Michel é muito raro. “Ai Se Eu Te Pego” é como a “Macarena” do século passado, é a “Macarena” dos dias atuais. As pessoas nem sabem o que a música quer dizer, mas conquistou todo mundo pelo ritmo. E o mais legal é que se trata de uma música de língua portuguesa conquistando os gringos que falam inglês e espanhol. É algo totalmente raro! Tem esportista dançando ao som dela pra tudo quanto é lado. Foi muito legal para o Brasil. Isso acontece uma vez a cada 50 anos.
 
ISTOÉ -
Já teve de conviver com histórias de infidelidade?
 
LUAN SANTANA -
Acho que nunca fui traído, não! Agora, trair (sic), eu tive três namoradas na vida. Quando estava namorando, fui fiel. Mas namorei por pouco tempo, nunca aguentei ficar só com uma pessoa. Um ano foi o meu maior tempo de namoro. Eu sou meio ciumento. Quero saber para onde a garota está saindo, lógico, e a hora que vai voltar para casa. Mas, antes disso, eu acho que a menina que está comprometida comigo não precisa sair demais, não. Tá comprometida, então, tem de sair comigo! É ou não é? Ou então fica solteira e sai com as amigas, uai! Mas eu quero casar, ter a minha família e aquietar. 
 
ISTOÉ -
Existe um tipo de assédio que o incomoda?
 
LUAN SANTANA -
Não. Lutei muito para a galera ficar me querendo. Batalhei para chegarem em mim e pedirem foto, autógrafo. Já aconteceu de rasgarem a minha roupa, puxarem o meu cabelo, me arranharem, quebrarem vidro de aeroporto. Tudo bem por mim. Cada um tem seu jeito de demonstrar carinho, mais agressivo ou não. Nessas horas, eu me lembro do show debaixo do pé de manga que eu fiz, da gente construindo o palco, fã reclamando das formigas que a picavam... Não quero voltar a ser o que eu era antes da fama... De jeito nenhum! Não quero perder a fama.
 
ISTOÉ -
Como foi esse show embaixo do pé de manga?
 
LUAN SANTANA -
Fizemos uma promoção para algumas fãs viajarem comigo para um show. Primeiro, passei uma tarde cantando junto delas na casa de um amigo. De noite, fomos para o show, cinco meninas com a gente dentro da van. Aí, quando chegamos ao local, começamos a estranhar que o show seria no fundo de um bar que tinha uns bêbados caídos na porta. Bom, o show era debaixo de um pé de manga, o palco era pequenininho, iluminado por uma lâmpada puxada da fiação de uma casa. Havia 30 pessoas na plateia. Subi no palco e as fãs ali, debaixo da árvore, em cima de um chão de terra batida. Até que uma começa a bater nas pernas para espantar as formigas. Essa menina não aguentou e disse: “Olha onde você traz a gente! Um lugar cheio de formiga! Não vou mais pedir música sua na rádio.” Foi um show que não deu muito certo... o cara (contratante) não acertou direito, né? Também já fiz show para dez pagantes, em Maringá, em 2008. Ali, eu pensei em desistir da carreira.
 
ISTOÉ -
Como os seus pais se comportavam nesses momentos?  
LUAN SANTANA -
Meus pais sempre deixaram eu seguir o meu caminho com as próprias pernas. Minha mãe ficava preocupada porque eu, com 16 anos, já ia para shows, na estrada, vivia na noite, sozinho. Vi de perto muita gente usando droga, bebendo até cair. Mas eu sempre fui cabeça, soube separar o certo do errado, nunca misturei as coisas. Há um ano e pouco, eu estava numa batida muito grande, fazia 28 shows por mês. Tinha mês que eu não voltava para casa. Eu sentia saudade de amigos, família, porque vivia num mesmo mundo, vendo as mesmas pessoas sempre. Por isso e também porque tenho uma vida pessoal melhor, este ano estou pisando um pouco no freio.
 
ISTOÉ -
O que é vida pessoal melhor?
 
LUAN SANTANA -
Com mais tempo livre. Já fiquei 90 dias sem voltar para a casa onde moro com os meus pais, em Londrina. Agora, retorno, em média, uma vez por semana. Nessas horas livres, amo pegar o meu carro e dirigir sozinho. Durmo bastante, vou à academia e para a chácara andar de jet ski.
 
ISTOÉ -
Tem sonho de consumo?
 
LUAN SANTANA -
Comprar uma fazenda. Quero ser fazendeiro.